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Diário da República · 06 Oct 2026 · 20 vistas

Diário da República publica mapa com 2338 vagas do Internato Médico para 2026

Por FactBox Admin

Diário da República publica mapa com 2338 vagas do Internato Médico para 2026

A Administração Central do Sistema de Saúde, IP (ACSS) publicou o mapa de vagas por área de especialização e instituição do Internato Médico de 2026, num total de 2338 lugares. O aviso consta do Diário da República, 2.ª série, n.º 193, de 6 de outubro de 2026, em suplemento, e o mapa foi aprovado por despacho de 29 de setembro de 2026 de Sua Excelência o Secretário de Estado da Gestão da Saúde. O documento, assinado a 1 de outubro pela vogal do conselho diretivo Paula Oliveira, serve de base ao processo de escolhas da formação especializada.

O procedimento concursal de ingresso no Internato Médico 2026 foi aberto pelo Aviso de Abertura n.º 21633/2025/2, de 29 de agosto, publicado no Diário da República n.º 166, 2.ª série. O enquadramento legal é o Decreto-Lei n.º 13/2018, de 26 de fevereiro, na sua versão atual, e o Regulamento do Internato Médico aprovado em anexo à Portaria n.º 79/2018, de 16 de março.

O mapa distribui as vagas por especialidade, região ou região autónoma e instituição de colocação, abrangendo unidades locais de saúde (ULS), centros de saúde, hospitais do setor privado e social e serviços das regiões autónomas. O aviso tem 47 páginas e é publicado como parte integrante do procedimento de escolhas.

Distribuição por área de especialização

O total nacional reparte-se por quatro grandes áreas de formação:

  • Áreas de especialização hospitalar: 1595 vagas
  • Medicina Geral e Familiar: 675 vagas
  • Saúde Pública: 59 vagas
  • Medicina Legal: 9 vagas
  • Total nacional: 2338 vagas

Entre as especialidades hospitalares, as mais representativas são Medicina Interna (216 vagas), Pediatria (110), Anestesiologia (102), Psiquiatria (82), Cirurgia Geral (72), Ginecologia/Obstetrícia (71) e Ortopedia (70). Seguem-se Patologia Clínica (59), Medicina Física e de Reabilitação (52), Oncologia Médica (50), Cardiologia (44), Medicina de Urgência e Emergência (42), Neurologia (37), Hematologia Clínica (27), Gastrenterologia (27), Doenças Infecciosas (26) e Medicina do Trabalho (26).

Medicina Geral e Familiar concentra a maior fatia

A Medicina Geral e Familiar é a área com mais vagas, 675, distribuídas sobretudo por unidades de saúde familiar (USF) e unidades de cuidados de saúde personalizados (UCSP). A distribuição regional é a seguinte:

  • Lisboa e Vale do Tejo: 237 vagas
  • Norte: 226 vagas
  • Centro: 121 vagas
  • Alentejo: 41 vagas
  • Algarve: 24 vagas
  • Açores: 18 vagas
  • Madeira: 8 vagas

A lista inclui dezenas de unidades concretas, como a ULS Santa Maria — USF Andreas, a ULS São José — USF da Baixa, a ULS Coimbra — USF Briosa ou a ULS Braga — USF Gualtar.

Vagas protocoladas e cativas

O mapa assinala situações específicas de colocação, identificadas por notas de rodapé:

  • Uma vaga protocolada da SESARAM (Madeira) com instituição de formação na ULS de São João.
  • Uma vaga protocolada do Hospital de Santo Espírito da ilha Terceira, EPE com a ULS de Lisboa Ocidental.
  • Uma vaga protocolada do Hospital de Santo Espírito da ilha Terceira, EPE com a ULS de Coimbra.
  • Uma vaga cativa ao abrigo do protocolo entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Defesa Nacional, publicado no anexo ao Aviso n.º 10394/2020, de 14 de julho.
  • Duas vagas cativas ao abrigo do mesmo protocolo.

Setor privado e social no mapa

O aviso integra também instituições privadas e do setor social entre os locais de colocação, como o CUF Descobertas Hospital, o Hospital da Luz Lisboa, o Hospital dos Lusíadas, o Hospital CUF Tejo, o Hospital Luz Setúbal, o Hospital Público Privado de Cascais, o CUF Porto, o Hospital Trofa Saúde e o Hospital da Luz — Arrábida — Gaia. Estas unidades recebem vagas em especialidades como Medicina Interna, Anestesiologia, Pediatria, Psiquiatria e Oncologia Médica.

O mapa de vagas determina onde os médicos recém-licenciados farão a formação especializada e condiciona, por isso, a oferta de cuidados de saúde nos próximos anos, sobretudo nas regiões com mais dificuldade em fixar médicos. A concentração de lugares em Medicina Geral e Familiar e nas áreas hospitalares de maior pressão assistencial é o principal sinal que o documento deixa aos candidatos e às instituições.


Fonte: Diário da República, 2.ª série, n.º 193, de 6 de outubro de 2026, Suplemento, Parte C — Saúde, pág. 1/47 (referência oficial: Aviso n.º 24519-A/2026/2).